Oneshoot - By Kate
Aquele parecia ser um dia normal, que iria acontecer coisas normais. Bom, para início de conversa, você tem que definir o que seria normal, principalmente se você estuda em uma escola de bruxos cuja qual, atrás de toda porta há coisas inimagináveis acontecendo.
Mas, aqueles dois adolescentes que andavam não tinham nem idéia do estava acontecendo por essas portas. Abrahan, gentilmente se candidatara para carregar a mochila de Violet. Andavam pelo corredor em direção a sala de feitiços.
Quando de repente a porta da sala de poções se abre, e uma das coisas as quais Violet considerava como “mais nojenta já vista” saiu “correndo”. Era uma espécie de panquecas empilhadas, com uma crosta de fungos, cascas e cabelos soltos por cima. Para piorar, por cima de tudo tinha uma calda viscosa e amarelada. O pior nem era isso. Era que a coisa, tinha duas perninhas, dois bracinhos e por incrível que pareça, uma abertura por qual se emitiam sons estranhos.
Para variar, a coisinha passou correndo por Abrahan, jogando o pobre coitado no chão, e fazendo com que um tinteiro se soltasse, voasse no ar e caísse bem em cima da cabeça do coitado. Pela porta, viu a cabeça de alguns alunos curiosos que olhavam, e saiam da sala. O último a sair, com aquela expressão impassível no rosto, fora o causador da bagunça. Ninguém mais que o maior especialista em comida envenenada da escola. Passou direto por Violet, sem ao menos olhá-la no rosto.
- Seu irmão é estranho, sabia? – comentou Abrahan usando um feitiço, que aprendera por precaução, para se limpar.
- É, ele tem dois alfinetes na orelha e dois brincos na boca, adora fazer experimentos estranhos e ainda é meu irmão. Tem como ser pior?
- Pensa, aquela coisa podia ter te atropelado... Ou tentado te comer...
- Que ironia... A comida comendo o comedor...
- Esse tipo de coisa só acontece em Hogwarts, queridinha. – Abrahan terminou de catar as coisas no chão e entrou na sala ao lado da sala de poções. Se instalaram em uma mesa, e enquanto esperavam o professor chegar, ficaram conversando.
- Depois dessa aula é o quê? – perguntou Violet, desenhando cubinhos no pergaminho, e com um feitiço, fazendo com que se mexam.
- A coisa mais milagrosa e legal que possa existir – Abrahan disse arredando para Ana Naykiinto e Lolla Lindstand se sentarem. – Intervalo! Ah, oi Ana, oi Lolla!
- Oi! – disseram as duas em coro.
- Hey, vocês sabem o que causou aquele tumulto no corredor principal?- Ana perguntou, começando a fazer algumas anotações.
- Bem... – Violet coçou a cabeça. Não queria admitir que aquela criação era do cientista maluco do seu irmão.
- Ouvi dizer que um aluno acabou de ser atacado na escola. – Lolla comentou, assim que o professor entrou na sala.
E assim aquela aula começara, e parecia que demoraria à terminar.
Mas, como por incrível que pareça, a aula acabou. E não havia mais aulas naquele dia. Violet não queria comer, pois foi direto para o seu dormitório. No caminho, viu um grupinho de garotas do quinto ano, sendo que entre elas, estava Istery Houaiss, uma pessoa a qual tinha grande antipatia. A verdade, é que Houaiss já tinha ficado com praticamente toda a escola. E virava e mexia, adorava alfinetar Violet, e outros alunos mais novos.
- Ai eu não acredito!!! – Istery estava histérica. – Aquele G-A-T-O do Klaus Valentine, aah, ele é tão fofo.
Violet atiçou seus ouvidos. Klaus sendo fofo com alguém? E com Istery? Uma das pessoas que ele mais odiava na escola? O que estava acontecendo? E se Klaus começasse a namorar aquela chata e simplesmente esquecesse - mais - dela? Se escondeu atrás de uma pilastra para escutar melhor.
- Depois da aula de poções – continuou Istery – Ele me deu isto!
Violet espiou para ver o que Istery exibia. Era uma... uma... trufa. Envolta em papel dourado com um laçinho vermelho em cima.
Um sorriso maquiavélico brotou no rosto de Violet. Eram pouquíssimas pessoas que sabiam dos dons culinários de Klaus. Com certeza o irmão estava fazendo experimentos, como sempre fazia. Uma vez, no terceiro ano, ele envenenara a comida da escola inteira, fazendo quase todos se transformar em guaxinins. Ninguém sabia o culpado desde o acontecimento. E outra, no quarto ano, acabara com um baile da escola, fazendo com que todos que tomaram o ponche vomitasse lesmas por uma semana.
Isso sem falar os experimentos que fazia individualmente com as pessoas, lhes oferecendo - direta ou indiretamente - quitutes e delícias que iriam transformá-los em coisas bizarras mais tarde.
Era só esperar agora para saber o que Istery iria se transformar.
Estava na hora do jantar. As quatro casas estavam reunidas para comer. Istery apresentava terríveis protuberâncias cheias de pus por toda sua face. A garota estava em estado de choque, e Violet segurava o riso. Era hilário.
Sentiu a respiração de alguém lhe cair a nuca e tomou um susto, vendo os cabelos esbranquiçados do irmão ao seu lado.
- Fiz uma coisa para seu amigo, Abrahan. - O uniforme verde e prata de Klaus se destacava entre os vermelhos e dourados da mesa. Ele estava sério, com um olhar impassível. Colocou um prato de bolo sobre a mesa. Parecia delicioso para quem olhasse, mas Violet era a única pessoa naquele meio que sabia que provavelmente tinha alguma coisa bizarra dentro daquela inocente fatia de bolo.
- Erm... Klaus. – Violet começou tentando salvar o amigo. – O Abrahan não gosta muito de bolo, sabe. Não precisava ter preparado.
- Aah, mas o que importa é o amor! – Klaus disse, com aquele falso olhar inocente que só ele sabia fazer.
- É Violet, o amor é que importa! – Abrahan não entendeu muito bem esse papo de “amor” não, mas estava doido para comer aquele bolo. Violet sabia que quando o irmão falava isso, é porque aquele prato fora preparado especialmente para uma pessoa específica, com algum intuito. – Já que ele teve trabalho de fazer, não posso recusar!
Antes que Violet pudesse pronunciar qualquer coisa, Abrahan já tinha devorado todo o bolo. Bom, se acontecesse alguma coisa naquele exato segundo, todos saberiam do segredo de Klaus. Mas..
- Hey, que coisa eh essa no meu suco de abóbora? – Perguntou Abrahan quando terminou de beber o suco. No fundo do copo, tinha o resto de um pó roxo. De repente, Abrahan começa a tossir, e dois pares de chifres começam a nascer em sua cabeça. Violet olhou para trás, e Klaus tinha uma expressão assustada. Era falsa, claro.
- Acho que alguém colocou alguma coisa no seu suco, Abrahan! – Ana disse, tentando acudir o menino.
- Cof... cof... Só... Cof... pode ter sido aquele cara que me trouxe o suco. Cof... Cof... Desgraçado... – Abrahan tossia e se contorcia, enquanto coisas bizarras brotavam de sua pele.
Violet entendeu o plano na hora. Klaus de alguma forma teria colocado alguma coisa no suco, para parecer que o suco era o causador e mascarar o bolo. Esperto da parte dele. Pediria algumas dicas depois.
Enquanto isso, na mesa dos professores, Miverva comentava com a professora Sprout.
- Já vi que vamos ter que investigar esse caso de envenenamento de alunos na escola, antes que seja tarde demais...
- Vou colocar alguns professores para investigar, vamos achar o culpado logo... – Disse a professora de herbologia.
E no dia seguinte, as aulas foram suspensas, por todos os professores estarem na enfermaria, cada um com algum problema, devido a envenenamento. As investigações, por precauções iriam parar por ali.
Por Kate Valentine. Proibida a cópia total ou parcial.

Linkk
del.icio.us







Oi *-* :)